1. Cinema Nerd: Rei Arthur: A Lenda da Espada (2017)

    Rah

    Recém formada em Design, planeja trabalhar com moda. Viciada em Harry Potter, Star Wars e na Disney. Gosta de criar sobre mundos fantásticos nas horas vagas.

    Das lendas medievais nenhuma foi tão explorada pelo cinema e TV quanto a do Rei Arthur e seus cavaleiros da Távola Redonda, que esse ano ganhou mais uma versão pelas mãos do diretor Guy Ritchie. Estrelado por Charlie Hunnam, Jude Law e Djimon Hounsou o filme Rei Arthur: A Lenda da Espada está chegando essa semana aos cinemas trazendo uma nova história de origem para o lendário rei e seus companheiros de batalha.

    Já imaginou o que teria acontecido se no lugar de ter sido criado como um nobre cavaleiro pelas famílias mais ricas da Inglaterra Arthur na verdade tivesse crescido num bordel no porto de Londinium (a cidade medieval que deu origem a Londres)? Pois essa é premissa do filme, que começa nos mostrando como Vortigern (Jude Law) se voltou contra o irmão, Rei Uther Pendragon (Eric Bana), para tomar o trono para si e como o pequeno Arthur acabou sendo adotado por um grupo de prostitutas que o criaram como filho.

    Com uma narrativa rápida, que mistura flashbacks com flashforwards, o filme desenrola a história de como Arthur foi de apenas um pobre órfão para se transformar num dos chefes do contrabando em Londinium que do nada se vê jogado no meio de uma batalha pelo trono inglês. Misturando elementos históricos, magia e referências modernas Ritchie conseguiu dar uma nova roupagem a essa lenda, investindo bastante na comédia, sem deixar de lado as cenas de ação.

    Essa nova versão da história traz tantas mudanças que muitos personagens clássicos da lenda não aparecem e nem são citados durante todo o filme, como é o caso de Morgana LeFey. Apesar de existir uma maga que ajuda Arthur durante suas aventuras no filme, que lembra muito as descrições de Morgana, em momento nenhum ela tem seu nome revelado. Porém essas mudanças tiveram um ponto bem positivo na minha opinião: esquecer da existência de dois personagens considerados centrais da lenda (mas que eu e muitos fãs não suportamos), Lancelot e Guinevere. Foi bom depois de anos ver uma história sobre Arthur que não girasse em torno desses dois.

    Rei Arthur: A Lenda da Espada pode não ser nenhuma obra de arte, mas é um filme que sem dúvida diverte bastante e arranca boas gargalhadas do público com sua narrativa absurda. Charlie Hunnam se destaca no filme fazendo um Arthur que prefere utilizar sua inteligência e artimanhas aprendidas nas ruas do que partir direto para a luta. A característica principal do personagem é que ele não cala a boca nunca e isso acaba sendo sua maior vantagem contra os adversários, que acabam nunca o levando a sério (nesse ponto ele até me lembrou um pouco o Deadpool).

    Agora, o maior ponto negativo do filme fica por conta de suas cenas de luta, principalmente as lutas nas quais a Excalibur é usada, porque o diretor levou o truque de usar cortes para agilizar a ação a um nível assustador. As cenas acabam se tornando uma sessão de cortes frenéticos que não deixam que o espectador consiga ver o que está acontecendo a maior parte do tempo. A coisa foi tão séria que quase saí do filme com uma dor de cabeça. E o fato de ter visto o filme em 3D só piorou isso, pois tudo fica mais escuro.

    Rei Arthur: A Lenda da Espada chega nessa quinta-feira, 18/05, a todos os cinemas do Brasil em 2D e 3D.

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